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Atualizado em 17.11.2011

Mídia | Notícias

16.11.11 - Restauração florestal com geração de renda

Projeto realizado em área da Fibria, em Aracruz, recebe visita técnica

Possibilidade de aliar a restauração florestal com atividades que geram renda para os proprietários rurais. Esta é a proposta de um experimento inédito no Estado, realizado em Aracruz (ES), em área da Fibria. A fim de conhecer o projeto, representantes de diversos setores e órgãos ligados ao meio ambiente fizeram na última quinta-feira (10/11), uma visita ao local.

O estudo, elaborado pelo Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF) e Laboratório de Silvicultura Tropical (Lastrop) da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio da Fibria, testa cinco diferentes modelos ecológicos de silvicultura de espécies nativas consorciadas com espécies exóticas, por exemplo, o eucalipto. O objetivo foi proporcionar aos produtores rurais, empresas e demais interessados ganhos econômicos, sociais e ambientais em áreas de Mata Atlântica.

Cada um dos modelos testados no projeto apresenta as espécies nativas organizadas em grupos de madeira com ciclo de corte inicial, médio, final e complementar. Com isso, o produtor rural passa a ter um ciclo permanente de produção, com diferentes perspectivas de uso da madeira ao longo do tempo.

O experimento já está sendo desenvolvido em uma área de 11,3 hectares, de propriedade da Fibria, com a implantação de 40 espécies nativas da Mata Atlântica e eucalipto. Os primeiros resultados serão apresentados na visita que contou com a presença do subsecretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário, Aquicultura e da Pesca, Fábio Ahnerte, do presidente da ONG Conservação Internacional no Brasil, Luiz Paulo Pinto e gerentes do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

O professor Doutor do Departamento de Ciências Florestais das USP, Pedro Henrique Brancalion, uns dos responsáveis pelo projeto, também esteve presente e explicou a possibilidade de adequação do experimento para outras áreas do estado, como parte do programa do governo Reflorestar. “Tenho certeza de que esse experimento será um sucesso e trará uma grande contribuição para o avanço da restauração da Mata Atlântica”, ressaltou Brancalion.

De acordo com o coordenador de Meio Ambiente Florestal da Unidade Aracruz da Fibria, Juliano Dias, este experimento servirá de modelo para que outros proprietários rurais também possam implantá-lo do Estado. “Com este experimento, que concilia produção com conservação, o projeto do governo que objetiva a ampliação da cobertura florestal do Espírito Santo, deverá ser beneficiado”, enfatizou.

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