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Mídia | Notícias
09.06.10 - Corredor Ecológico no Vale do Paraíba
Iniciativa tem o apoio da Fibria e vai recuperar 150 mil hectares de Mata Atlântica
Guaratinguetá – A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba inicia oficialmente o seu plano de ação para dar vida ao Projeto Corredor Ecológico, com meta de preservar e restaurar 150 mil hectares de Mata Atlântica, na porção paulista da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, nos próximos dez anos. A iniciativa tem como associados-fundadores Fibria, Banco Santander, Instituto Ethos, Instituto Oikos, a participação do Instituto Tomie Ohtake e da Fundação SOS Mata Atlântica, além da auditoria pro bono da PricewaterhouseCoopers.
As bases do projeto foram lançadas em 2006. Algumas áreas demonstrativas foram plantadas na região para ilustrar como se formam os corredores ecológicos e como eles podem fazer parte de uma propriedade sem interferir em seus processos produtivos. O Corredor Ecológico já desenvolve atividades nos municípios de São Luís do Paraitinga, Lorena e Guaratinguetá.
Além dos benefícios ambientais, a iniciativa pretende envolver a população do entorno, com geração de renda e valorização cultural.“O nosso desafio é fazer esse trabalho, de recuperação da biodiversidade, incluindo pessoas. Queremos que elas sejam protagonistas e parceiras do projeto” explica José Luciano Penido, presidente do Conselho de Administração da Fibria e presidente do Conselho da ACEVP.
Do total dos 150 mil hectares, 122 mil (1.660 árvores por hectare / total de 202 milhões em 10 anos) serão de espécies nativas da Mata Atlântica e 28 mil hectares (1.660 árvores por hectare / total 46 milhões de árvores em 10 anos) serão de florestas voltadas para o uso econômico (Eucalipto). A proposta visa preservar também os recursos hídricos, uma vez que as águas da parte paulista do rio Paraíba do Sul abastecem cerca de 10 milhões de pessoas, incluindo a indústria e a agricultura em São Paulo e 90 % da população da região metropolitana do Rio de Janeiro.
A expectativa é de, após ser concluído o processo de recuperação da mata ciliar, a cobertura vegetal da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul que atualmente é assim:

Fique como na figura abaixo, num período estimado de 10 anos:

Produtores de água e de florestas
A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba desenvolveu alternativas para estimular a participação das comunidades e dos produtores da região, como o pagamento pela soma de serviços ambientais prestados (conservação do solo e água, floresta recuperada e floresta conservada), estímulo ao plantio de espécies nativas e de espécies para o uso econômico (Eucalipto) e plantios consorciados.
Há também a opção das propriedades cultivarem e comercializarem plantas medicinais comercializarem ou oferecer matéria-prima para artesanato. Dessa forma, eles começam a ter uma cesta variada de opções para que suas propriedades gerem mais recursos do que com a degradação da floresta.
Apenas na porção paulista do rio Paraíba do Sul existem mais de 500 bacias de afluentes e milhares de nascentes. Para que a água continue disponível em abundância, com qualidade e regularidade, é necessário manter a porosidade do solo com uma série de práticas conservacionistas. Proteger as nascentes responsáveis pela formação dos rios e a mata da região são condicionantes indispensáveis para isto.
Em parceria com a prefeitura de Guaratinguetá, SAEG e a BASF, um projeto–piloto em andamento prevê o pagamento anual a produtores que protegem e recuperam as suas nascentes contribuindo assim para a “saúde hídrica” da bacia hidrográfica que abastece o município e contribui para a melhoria da qualidade hídrica do Vale. A iniciativa é inspirada no caso de pagamento por serviços ambientais de Extrema, Minas Gerais.
Participação cidadã
Pessoas físicas ou jurídicas que queiram contribuir com o plantio de árvores, podem fazê-lo por meio do Programa Arvorecer. Ao custo de R$ 15,00, qualquer pessoa pode plantar uma árvore e ajudar os projetos socioambientais e culturais a serem financiados pela Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba. Já as empresas podem entrar em contato com coordenação do projeto pelo site e desenvolver projetos específicos. Para participar e obter mais informações acesse www.corredordovale.org.br

