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Mídia | Notícias
08.07.10 - Programa de Apicultura é reestruturado para ampliar atuação
Iniciativa já tem 23 projetos georreferenciados em fazendas da Fibria e produziu mais de 33 toneladas de mel. Outros 40 estão cadastrados aguardando inscrição.
Capão do Leão - A Fibria e a Fundação Centro de Agronegócios (Cenag) reuniram na manhã de ontem (07/07) apicultores da região Sul, técnicos da Emater, profissionais responsáveis pela segurança patrimonial das fazendas de eucalipto e supervisores da empresa para apresentar os novos processos de gestão que irão nortear o Programa de Estruturação e Gestão da Cadeia Produtiva de Apicultura. O encontro, realizado no Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Fibria, serviu para integrar todos os públicos envolvidos e debater os procedimentos relacionados à segurança e preservação do meio ambiente.
Atualmente, existem 23 projetos de apicultura em propriedades da Fibria. Todos estão mapeados e identificados por meio de um sistema de georreferenciamento. Os produtores de mel devem cumprir a legislação ambiental e atender às normas internas da empresa para acesso e permanência nas florestas. Os trabalhadores deverão utilizar equipamentos de proteção individual e só poderão fazer refeições que não necessitem de fogo. “Essas medidas são preventivas. Queremos evitar acidentes com os apicultores, com os trabalhadores rurais e com o patrimônio”, explicou Leonardo Souza, supervisor de Silvicultura e Fomento da Fibria.
Na safra 2008/2009, o programa produziu mais de 33 toneladas de mel e gerou uma renda média anual de R$ 4.371,52 por apicultor. Existem outros 40 inscritos para ingressar no programa. Todos preencherão um cadastro especificando dados do produtor e do colaborador. Os pontos das colméias constarão em contrato para facilitar o processo de rastreabilidade e, também, para um melhor planejamento no manejo das florestas. Em troca, além de toda a tecnologia, que inclui a troca de rainhas, suplementação nutricional das abelhas, controle sanitário e rastreabilidade, o apicultor recebe um plano de trabalho e de comercialização com orientações técnicas.
Na opinião do produtor Moacir Dalmolin, de Bagé, as mudanças servem como aperfeiçoamento do processo. “A integração entre a empresa, a Fundação e os apicultores vai melhorar a segurança do trabalho, facilitar o acesso às propriedades e estabelecer regras para aumentar a produtividade”, considerou. Ele participa do programa desde 2007. Hoje, conta com 1.220 colméias distribuídas em campo nativo e florestas de eucalipto. Sua produção média é de 40 quilos por colméia ao ano. Na safra de 2009, produziu 60 toneladas. “Poderia ter sido muito mais se não fosse a chuva”, revelou. Dalmolin está otimista com o eucalipto. “É mais uma alternativa. Com as florestas, criou-se a possibilidade de produzir mel também no outono”, reforça.
De acordo com Carlos Antônio Silva, de Aceguá, há um outro ganho significativo para quem produz em áreas de silvicultura. “As áreas de conservação dessas fazendas refletem diretamente no potencial apícola. A regeneração das capoeiras, onde não circula gado, tem garantido bons resultados, pois várias espécies que desapareceram dos campos, voltaram a florir”, revelou. Ele também está no programa desde o início. Tem 300 colméias, que garantem cerca de 22 quilos por caixa.
O agrônomo e consultor técnico da Cenag, Gustavo Zapata, apresentou dados bastante importantes do Ministério da Agricultura dos Estados Unidos. Segundo ele, cada quilo de mel produzido ao valor de dois dólares pode ser multiplicado por 28, se for levado em consideração o ganho ambiental e social”, revelou.

