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Atualizado em 20.12.2010

Mídia | Notícias

02.12.10 - Fibria passa a integrar o Índice Carbono Eficiente, da BM&FBovespa

Empresa é reconhecida por ações focadas na redução e neutralização de emissões de gases

São Paulo - A Fibria foi anunciada nesta quinta-feira, 2, como uma das 42 empresas de capital aberto integrantes do Índice Carbono Eficiente (ICO2), lançado pela BM&FBovespa e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Criado com o objetivo de fomentar a adoção de práticas de gestão ambiental voltadas para mudanças climáticas, o indicador é calculado a partir da ponderação entre o free float (total de ações em negociação no mercado) e o coeficiente de emissões de gases de efeito estufa (GEE) das empresas.

Além das companhias listadas no IBr-X 50 (as 50 ações mais negociadas na Bolsa), foram convidadas outras empresas com alta liquidez na Bolsa e potencial para futuramente ingressar no IBrX-50. Aceitaram voluntariamente participar do ICO2 51 das 58 companhias abordadas, e a primeira carteira, que começou a vigorar em 2/12, será composta por 42 delas. A BM&F BOVESPA e o BNDES avaliam que a adesão ao ICO2 demonstra o comprometimento das empresas com as questões climáticas, com a transparência no que se refere às suas emissões e com a preparação para a economia de baixo carbono.

Embora a metodologia atual do ICO2 não considere ainda ações de compensação de emissões de GEE, e somente a partir de 2011 será obrigatória a realização de inventário de emissões diretas e geradas pelo consumo de energia elétrica, a Fibria está adiantada nestes dois pontos.

No caso específico de ações de compensação de emissões de GEE, a Fibria foi a primeira empresa do setor de papel e celulose, em 2009, a conquistar o certificado Carbon Footprint (pegada de carbono, na tradução livre para o português) em sua cadeia produtiva do cultivo de mudas no viveiro até a chegada da celulose no porto de destino.

O certificado é concedido a partir do levantamento das emissões de carbono equivalente (gases de efeito estufa convertidos em dióxido de carbono, CO2) em todas as fases da cadeia de produção. A partir deste estudo, é possível não só medir a quantidade de carbono emitida, como implementar medidas concretas para minimizar o impacto na natureza. Com o compromisso de gerar menos gases de efeito estufa em sua atuação, a Fibria tem se empenhado na medição da sua pegada de carbono, implementando ações de redução de CO2 por meio do reflorestamento de eucalipto e espécies nativas. Agora, toda a celulose comercializada pela Fibria é acompanhada de um certificado, informando a quantidade de carbono neutralizada. Atualmente, para cada tonelada de celulose produzida são sequestradas 3,87 toneladas de carbono.

A Fibria também foi a primeira empresa do setor florestal no mundo a aderir como líder ao Carbon Disclosure Project (CDP) Supply Chain, estendendo o comprometimento com o tema das mudanças climáticas a sua cadeia de fornecedores. Hoje, além de relatar à entidade suas práticas de governança climática, engloba também a avaliação dos riscos, ações e oportunidades das práticas dos seus parceiros no negócio da celulose.

Neste primeiro ano, 76 dos principais fornecedores da Fibria participaram das atividades teóricas e práticas com esta finalidade, mas os planos são de abranger todos os integrantes da cadeia produtiva de celulose.

O CDP é uma organização mundial, sem fins lucrativos, cujo objetivo é disponibilizar informações e orientar investidores interessados em compreender riscos e oportunidades das mudanças climáticas ao tomar decisões sobre suas carteiras de investimentos.

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