Sustentabilidade

Social

O relacionamento da Fibria com as partes interessadas e as comunidades vizinhas foi construído passo a passo, em um longo processo de conhecimento mútuo e cooperação. Hoje, como resultado do diálogo permanente e dos programas estruturados de engajamento, existem laços consistentes de parceria e ações relevantes para a companhia e para as populações que são vizinhas das suas áreas operacionais.

Nos últimos anos surgiram novas exigências e padrões mais rigorosos de responsabilidade socioambiental e, para acompanhar essa evolução, a Fibria empreende esforços significativos para aprimorar suas práticas de forma contínua. Um exemplo é o case de valor compartilhado realizado pela consultoria FSG, dos professores de Harvard Michael Porter e Mark Kramer (clique aqui para conhecer o case). Contudo, ainda há desafios complexos a serem superados na área social, relacionados a questões que afetam toda a sociedade brasileira e se manifestam particularmente no norte do Espírito Santo e no extremo sul da Bahia, como é o caso de conflitos pelo uso da terra.

A Fibria reconhece que o estabelecimento de parcerias é fundamental para garantir a realização de ações eficazes nas localidades. Por isso, a empresa trabalha com parceiros públicos, privados e do terceiro setor para a efetivação de programas capazes de gerar emprego e renda e acelerar a inclusão social. Em 2016, a Fibria investiu mais de R$ 41 milhões em projetos sociais dirigidos às comunidades e aos mais diferentes públicos de relacionamento, entre os quais se incluem os representantes de comunidades indígenas, quilombolas e movimentos de luta pela terra. Em 2017, o investimento social foi elevado para R$ 52,8 milhões.

Os projetos e os investimentos sociais da Fibria estão alinhados com as diretrizes de sustentabilidade e os objetivos estratégicos da companhia e foram planejados e desenvolvidos com base em três pilares:

Diálogo

A Fibria estabelece canais de relacionamento com as comunidades próximas de suas áreas de atuação, em atividades florestais e industriais, para discutir e desenvolver ações capazes de potencializar os impactos positivos de suas operações e prevenir, reduzir ou eliminar os impactos negativos. O objetivo da Fibria é buscar um relacionamento harmônico que diminua os conflitos e proporcione benefícios para todas as partes envolvidas. Esse diálogo é estabelecido meses antes do início de qualquer operação, durante a qual se realiza um monitoramento e por fim uma avaliação da satisfação em relação ao que foi acordado e o que se realizou.

Agenda Presencial

Representantes da Fibria se aproximam da realidade local, com presença constante nas comunidades, para atuarem como pontos de acesso, conexão e comunicação entre as partes, incentivando constantemente o diálogo.

Engajamento

O aprofundamento da relação com as comunidades e o conhecimento de suas reais necessidades permitem que a Fibria atue como parceira efetiva no desenvolvimento local. Para isso, a companhia discute com os representantes das comunidades as questões de interesse comum, de forma transparente e participativa, para a construção de uma relação confiável. Todos os projetos sociais que a Fibria conduz e em que investe vêm desse.

Conheça alguns dos números da atuação socioambiental da Fibria:

 

Iniciativas realizadas a partir dos três pilares da atuação sustentável:

Diálogo Operacional

A palavra-chave no relacionamento da Fibria com as partes interessadas é diálogo – em qualquer situação, com a maior frequência possível. O diálogo com as comunidades é o que revela a realidade, os problemas e as demandas, por meio das quais se desenham os projetos e os investimentos sociais da companhia, assim como sua conduta nas operações.

O Diálogo Operacional se realiza em todos os lugares onde existe operações da Fibria (florestais e industriais) sendo mais intenso na época da colheita do eucalipto. Por meio de reuniões com os representantes das comunidades, é discutido detalhadamente o que irá acontecer nas diferentes etapas do período de colheita, considerando antes, durante e depois dessa operação.

Em 2017, a Fibria realizou 1.063 diálogos com mais de 9.997 representantes das comunidades impactadas pelas operações de silvicultura, colheita, logística e atividades industriais. No fim das operações florestais, por exemplo, a comunidade envolvida avalia o processo com base em um questionário aplicado pela equipe de diálogo operacional, em relação à efetividade das ações de mitigação. Cada resposta recebe uma pontuação de bom (3), regular (2), ruim (1) ou péssimo (0) e a nota final resulta de uma média ponderada, que em 2016 atingiu 2,8 – ou seja, muito perto de bom.

Projetos Sociais

A Fibria investe em mais de 400 projetos, em áreas como educação, agricultura familiar ecológica, desenvolvimento rural territorial, apicultura, pesca, artesanato, gestão pública, sustentabilidade indígena e assentamentos sustentáveis (dados de 2016). Em 2017, foram registradas mais de 7 mil famílias atendidas com geração de renda* e foram registradas 155 associações que participam dos processos engajamento. Conheça algumas dessas iniciativas:

* Somente inclui famílias com 3 meses seguidos de renda

PDRT

Um dos projetos mais abrangentes e com impacto mais significativo é o Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT), que contribui para o incremento da renda de cerca de 4 mil famílias nos estados da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Lançado em 2012, o PDRT capacita agricultores familiares e se orienta por três eixos: assistência técnica à produção e estímulo ao uso de tecnologias de baixo custo, com redução do impacto ambiental; gestão de associações e redes; e incentivo e orientação para acesso a políticas públicas que ampliam as possibilidades de comercialização dos produtos. Em 2017, o incremento médio de renda dos participantes foi de R$1.505,00 por mês.

Assentamentos Sustentáveis

Este projeto tem características únicas e é resultado de uma longa articulação com o poder público, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e movimentos de luta pela terra, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) e a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), envolvendo a ocupação de áreas de florestas no sul da Bahia. Depois de inúmeras reuniões, chegou-se a um acordo e, em 2012, o projeto se iniciou efetivamente, tendo como instituição coordenadora a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP (Universidade de São Paulo), com a participação de uma equipe formada por agrônomos e técnicos agrícolas e florestais.

O objetivo era transformar as fazendas vendidas para o Incra em assentamentos modelos em modo de gestão e de produção, em áreas que somavam 11 mil hectares. Cada família receberia um lote de 7 hectares para cultivo, e os agricultores contariam com apoio e financiamento para a implantação de assentamentos sustentáveis, uma escola técnica, participação de ONGs e universidades e um centro de educação agroflorestal, para formação de multiplicadores.

O acordo foi realizado verbalmente em 2012, porém somente em dezembro de 2015 foi oficialmente assinado, contando inclusive com a participação de outras empresas florestais, do governo do estado da Bahia, do Incra e de movimentos sociais. O Projeto “Assentamentos Sustentáveis“, envolve cerca de 800 famílias em assentamentos que, mesmo como acampados, produzem coletivamente, com o apoio da assistência técnica disponibilizada pela iniciativa, em convênio com a Esalq. São produzidos 25 diferentes produtos agrícolas, que geraram mais de R$ 5 milhões entre 2014 e 2017.

Comunidades Indígenas

A Fibria desenvolve duas iniciativas específicas para comunidades indígenas: o Plano de Sustentabilidade Tupiniquim e Guarani (PSTG), com 11 tribos tupiniquins e uma guarani no Espírito Santo, e o Programa de Sustentabilidade Ofayé (PSO), no Mato Grosso do Sul.

Implantado nas terras indígenas tupiniquim e guarani no município de Aracruz (ES) desde 2012, o PSTG é um conjunto de ações de longo prazo formulado por especialistas com o objetivo de restabelecer as condições ambientais necessárias para que as duas etnias possam desenvolver atividades econômicas sustentáveis, além de afirmar sua identidade sociocultural.

O projeto abrange agroecologia, restauração florestal, apicultura, cultura e fortalecimento dos coletivos e a criação do Fundo de Apoio a Iniciativas Comunitárias Indígenas. Entre 2012 e 2017, foram investidos no PSTG um total de R$ 8,9 milhões.

Em 2017, foi assinado e registrado em cartório um acordo histórico entre a Fibria e os representantes das 12 aldeias indígenas, pelo qual os índios se comprometeram a não bloquear estradas e a não prejudicar de outra maneira as operações da empresa. Por sua vez, a Fibria se comprometeu a manter o apoio às aldeias por meio do PSTG. Foi a primeira vez que uma empresa privada e aldeias indígenas colocaram no papel suas regras de convivência e seus compromissos.

O Programa de Sustentabilidade Ofayé fortalece e divulga a cultura do único grupo dessa etnia registrado no mundo. Foi criado em 2012, com a autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai), e envolve ações de apoio ao artesanato e de defesa das tradições dos ofayés, cuja língua nativa corre risco de desaparecimento e é falada por apenas nove indígenas, como constatou um diagnóstico feito pela Fibria. Em 2013, foi editada uma cartilha com termos em ofayé para distribuição entre os membros da tribo, com o objetivo de manter vivo o dialeto.

Em 2014, as mulheres participaram de um curso de capacitação e técnicas de bordado e, em uma parceria da Fibria com a Associação Hankrägani de Produtores Ofayé, foi realizada na aldeia Enodi, em Brasilândia (MS), a primeira Feira de Artesanato Ofayé, entre outras iniciativas. Hoje, os produtos da tribo são comercializados na cidade de Três Lagoas (MS) e em São Paulo (SP).

Programa Colmeias

Uma iniciativa da Fibria em parceria com associações e cooperativas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Bahia, o programa Colmeias foi criado em 2001 e gera trabalho e renda para aproximadamente 1.200 apicultores. Em 2016, foram produzidas 1.600 toneladas de mel, das quais 500 toneladas se destinaram à exportação. Também se realizaram as primeiras produções comerciais de mel de abelhas nativas, principalmente nas tribos indígenas que vivem no Espírito Santo. As associações que fazem parte do Colmeia responderam por 35% da produção total de mel no estado de São Paulo e por 65% no Espírito Santo, em 2016.

Em 2017, o programa registrou uma produção recorde de 2 mil toneladas de mel, com a participação de mais de 1 mil apicultores.

Parceria Votorantim pela Educação

Na área educacional, o destaque é a Parceria Votorantim pela Educação (PVE), um programa de amplo alcance desenvolvido pelo Instituto Votorantim a fim de contribuir para a melhoria da educação pública em 53 municípios onde há operações das empresas do grupo, entre as quais a Fibria. Criado em 2008, o programa se concentra na mobilização social e no fortalecimento da gestão e já alcançou 795 escolas, beneficiou mais de 700 mil alunos e capacitou 1.590 diretores e coordenadores pedagógicos.

Clique aqui para conhecer em detalhes a atuação da Parceria Votorantim pela Educação.

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