Desempenho Social | Gestão de pessoas | Segurança e saúde

Segurança e saúde são itens estratégicos para a Fibria, uma Empresa que valoriza a vida. Seu modelo de gestão baseia-se em quatro pilares:

  1. Liderança e Responsabilidade: trata de diretrizes e comprometimento da liderança para inspirar a mobilização preventiva;
  2. Sistemas: contempla práticas, programas e ferramentas que asseguram o suporte ao atendimento dos objetivos. A manutenção do sistema é feita por um comitê gestor do sistema composto por representantes de todas as áreas;
  3. Comportamento e Performance: combinação de monitoramento contínuo dos indicadores de desempenho, reforço ao comportamento seguro e auditorias;
  4. Sinergia: refere-se ao compartilhamento de informações sobre gestão de riscos de fatalidade, por meio da identificação e atualização das melhores práticas internas e externas (benchmark).

O modelo de gestão está refletido nos programas da Empresa, tais como Movimento Alerta (programa de comunicação, conscientização e engajamento em comportamento seguro), Safety Tour (inspeções de segurança realizadas pela liderança), Estrada Segura e Floresta Segura (respectivamente modelo de gestão da segurança em funções de transporte e áreas florestais) e Regras de Ouro (sistema de gestão da inobservância das diretrizes de segurança em atividades consideradas de risco crítico, tais como trabalhos em altura e em espaços confinados, riscos elétricos, movimentação de carga suspensa, entre outros).

O sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho utiliza uma série de ferramentas como a Comunicação de Condições e Práticas abaixo do padrão, Formulários de Observação de Tarefa (ORT), inspeções regulares e aleatórias de segurança, 5S Total – incluindo aspectos relacionados ao cumprimento das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, reuniões de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipa – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e CIPATRs – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural) e de Comitês de Segurança.

Um Comitê Central de Segurança e Saúde no Trabalho reúne-se mensalmente para avaliar as condições de trabalho, identificar pontos de melhoria e encaminhar soluções. Ele é coordenado pelo gerente corporativo de higiene, segurança e medicina do trabalho e tem a participação dos responsáveis técnicos pelas unidades industriais e florestais (engenheiros de segurança, técnicos de segurança, médicos e enfermeiros do trabalho).

Os Comitês de Segurança de Células reúnem-se mensalmente, com a participação de representantes de segurança, de meio ambiente e de ergonomia de cada célula de produção. Cada unidade também mantém um Comitê de Gerenciamento de Segurança, cujas reuniões têm periodicidade bimensal. É conduzido pelo gerente-geral da unidade, com a participação de todos os gestores da unidade e do time de higiene, segurança e medicina do trabalho. Em todas as reuniões dos comitês são lavradas atas, enviadas para todos os participantes e disponibilizadas em rede. Há também um Comitê de Segurança de Terceiros, com o objetivo de avaliar as condições de trabalho dos empregados terceirizados.

Outra iniciativa na área de higiene, segurança e medicina do trabalho é o Processo Ergonomia. Comitês de ergonomia constituídos em todas as unidades industriais e florestais são suportados por profissionais treinados em noções básicas de ergonomia e recebem apoio técnico do SESMT ou SESTR das unidades. Há também a formação de consultores internos de ergonomia (curso de 144 horas de treinamento) sob orientação do Dr. Hudson de Oliveira Couto, um dos grandes expoentes da ergonomia no Brasil.

Em 2009, foi dada continuidade ao plano de combate à dengue/leishmaniose criado durante a construção da fábrica de Três Lagoas (MS). Tornado permanente após a partida da unidade industrial, o plano tem o objetivo de realizar ações práticas e consistentes para o controle da doença, eliminando e controlando focos do vetor Aedes aegypti alinhadas às melhores técnicas e tecnologias com envolvimento da população interna (empregados próprios e terceiros) e externa (comunidades e entidades do poder público e privado). Entre as ações mantidas, destacam-se a distribuição de material informativo, a utilização de armadilhas para captura de fêmeas grávidas do mosquito transmissor (Mosquitrap) e o uso de sistema informatizado de georreferenciamento e monitoramento em tempo real do controle de mosquitos nas áreas de risco da doença.

* Os indicadores refletem as ocorrências envolvendo profissionais próprios e terceiros como se as empresas VCP e Aracruz operassem conjuntamente desde 2007, porém existiam diferenças nos modelos de gestão de segurança e saúde do trabalho (SST) de ambas as empresas. A partir de 1º de setembro de 2009 o modelo de gestão foi unificado para a Fibria e estima-se um forte ganho no desempenho em SST com as oportunidades de sinergia identificadas.