Sobre esta publicação
Esta publicação visa apresentar os principais aspectos do desempenho econômico-financeiro, social e ambiental do ano fiscal de 2009* da Fibria. Como o primeiro relatório a refletir as operações de forma conjunta, buscamos, dentro do possível e considerando as complexidades de uma fusão dessa magnitude, nos apropriar das melhores práticas de cada uma das empresas de origem e manter a comparabilidade e monitoramento das informações.
Assim, este relatório inclui informações das unidades industriais Aracruz (ES), Jacareí (SP), Piracicaba (SP) e Três Lagoas (MS) e das unidades florestais na Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo. O desempenho da Conpacel e da Veracel, empresas das quais a Fibria é acionista, não são abordados neste relatório. Já as empresas KSR e Portocel, controladas pela Fibria, são sucintamente mencionadas. Para conhecer os resultados dessas empresas, o leitor deve procurar os respectivos relatórios em Conpacel: www.conpacel.com.br; Veracel: www.veracel.com.br; KSR: www.ksronline.com.br e Portocel: www.portocel.com.br.
Para o relato do desempenho econômico e financeiro, foram obedecidas as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – com adaptação à Lei no 11.638/07, que atualiza as regras contábeis brasileiras e aprofunda sua harmonização aos princípios internacionais de contabilidade. Para os aspectos de responsabilidade corporativa e sustentabilidade, procurou-se utilizar o modelo da Global Reporting Initiative (GRI). Esperamos poder relatar integralmente os indicadores de desempenho GRI a partir de 2011.
As informações contidas neste documento foram baseadas em Matriz de Materialidade desenvolvida a partir do levantamento das percepções de diversas partes interessadas, com o apoio da consultoria Atitude Sustentável. Foram ouvidos 40 representantes de partes interessadas externas, nacionais e internacionais – incluindo clientes, fornecedores, parceiros, ONGs sociais e ambientais –, que apontaram quais seriam as questões mais criticas para a Empresa sob sua ótica, e 45 internas, que avaliaram quais as questões mais críticas sob a ótica do negócio.
Do cruzamento dessas duas vertentes emergiram as dez questões consideradas prioritárias que não apenas nortearam a elaboração deste relatório, mas também devem balizar a estratégia futura da Empresa. São elas:
- Impacto das plantações sobre a biodiversidade
- Certificações e compromissos voluntários
- Ética
- Uso da água
- Estratégia/compromisso com sustentabilidade
- Relacionamento com as comunidades do entorno
- Fomentados (fornecedores de madeira)
- Riscos ambientais
- Emissões, efluentes e resíduos
- Relacionamento com comunidades específicas

Além da Matriz de Materialidade, a Empresa utiliza outras práticas que têm a finalidade de aumentar a participação das partes interessadas na estratégia de sustentabilidade. Uma delas é a inclusão de depoimentos de pessoas das comunidades sobre a Empresa. Foram entrevistadas oito pessoas, de líderes comunitários a fomentados, e seus depoimentos estão publicados de forma resumida na versão impressa desta publicação e na íntegra aqui. Outra iniciativa é a inclusão da visão de leitores externos independentes, especialistas na indústria e em questões de sustentabilidade, que leram e analisaram o relatório e compartilharam suas impressões criticas e sugestões de forma a contribuir com o contínuo aprimoramento da publicação. Seus comentários foram integralmente incorporados ao final deste relatório.
O relatório está dividido em cinco seções: Governança, onde são relatados os procedimentos e instrumentos de controle e gestão do risco operacional e financeiro, e de conduta interna e externa; Gestão e Estratégia, que aborda o planejamento estratégico e o sistema de gestão da nova empresa; Desempenho Social, no qual estão relatadas as práticas e questões da Empresa com seus públicos de interesse; Desempenho Ambiental, onde a Empresa compartilha suas práticas de manejo florestal e outras questões ambientais; e Desempenho Econômico-Financeiro, que inclui informações sobre investimentos, endividamento, destinação de recursos e outros.
Finalmente, o conteúdo deste relatório foi submetido a verificação independente pelo Bureau Veritas Certification, tendo em vista assegurar que as informações prestadas atendam às diretrizes de qualidade para relatórios de sustentabilidade GRI G3. São elas: inclusão de partes interessadas, equilíbrio, exatidão, clareza, confiabilidade, periodicidade e comparabilidade.
O leitor perceberá que, apesar de nossos melhores esforços, não foi possível manter a comparabilidade de algumas informações, uma vez que as empresas que deram origem à Fibria existiram formalmente, de forma independente, até setembro de 2009. Alguns temas abordados nesta publicação referem-se exclusivamente às unidades que pertenciam, até 2009, à VCP ou à Aracruz. Esses casos, quando ocorrerem, serão apontados ao longo do relatório. Cientes dessa dificuldade em apresentar dados padronizados, nos comprometemos a continuar trabalhando para atender às melhores práticas em nossos futuros relatórios.
Solicitações de informações adicionais ou sugestões a respeito deste relatório podem ser enviadas para a área de Comunicação Corporativa.
Os editores
* Algumas realizações relatadas, como a elaboração do Código de Conduta, referem-se ao exercício de 2010, mas dada sua relevância julgamos adequado incluí-las neste relatório.
