Desempenho Econômico-Financeiro | Processos econômicos e financeiros | Gestão do endividamento

A Fibria obteve importante progresso na sua estratégia de gestão dos passivos financeiros no 4T09, harmonizando os vencimentos dos empréstimos à geração de caixa e melhorando sua estrutura de capital. A Empresa dará continuidade à gestão do endividamento de forma a retomar o grau de investimento e executar sua estratégia de crescimento em condições favoráveis de mercado.

A venda da Unidade Guaíba foi a primeira etapa de implementação do plano. O valor da venda contratado, de US$ 1.430 milhões sofreu ajustes na ordem de US$ 48 milhões relativo à US$ 20 milhões em ativos arrendados (não tendo efeito no caixa) e US$ 28 milhões relativo a valores retidos para fins de ajuste de inventário físico florestal, ainda a serem confirmados. Desta forma, o montante registrado na venda de R$ 2.416 milhões gerou um ganho de capital de R$ 33.414 mil, contabilizado na linha de outras receitas (despesas) operacionais.

Em linha com essa estratégia, em outubro de 2009 a Empresa realizou uma captação no exterior através da emissão de títulos no valor de US$1,0 bilhão com vencimento final em 10 anos e cupom semestral de 9,25% a.a, e em dezembro de 2009 completou a captação de mais US$ 1,175 bilhão através de linhas de pré-pagamento de exportação em duas tranches: (i) US$ 750 milhões com prazo de 5 anos e carência de 3 anos e (ii) US$ 425 milhões com prazo de 7 anos e carência de 5 anos, ambas indexadas à Libor de 3 meses, acrescidos respectivamente de 4,00% a.a. e 4,25% a.a.

O montante total de US$ 3,6 bilhões, captado através do plano, foi utilizado para a liquidação antecipada de US$ 2,1 bilhões da dívida com derivativos e para fazer face aos vencimentos de 2010 e 2011, dentre os quais a dívida decorrente da aquisição da Aracruz. Ao mesmo tempo, a Empresa concluiu negociação para alinhar os termos contratuais do montante em aberto da dívida oriunda de operações com derivativos aos demais contratos existentes. Como resultado, eliminou-se uma série de condições restritivas até então existentes no contrato da dívida dos derivativos. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo de principal dessa dívida era de R$ 890 milhões em virtude da liquidação antecipada. O saldo remanescente contempla apenas amortizações a partir de 2015.