Desempenho Ambiental | Manejo florestal | Proteção florestal
O desenvolvimento tecnológico em proteção florestal tem como principal objetivo assegurar os ganhos de produtividade e de qualidade dos plantios, por meio do adequado manejo de pragas, doenças e plantas daninhas e do monitoramento e controle de incêndios florestais. Para atingir esses objetivos, as pesquisas são desenvolvidas com base em estratégias de manejo integrado, incluindo tecnologias de monitoramento e de controle, além do uso da resistência genética e da gestão do risco.
Em função da incidência de novas pragas no país, especialmente do "percevejo bronzeado do eucalipto" – uma nova praga com elevado potencial de dano aos plantios de eucalipto –, foi implementado um plano estratégico para o manejo dessas novas ameaças envolvendo a Argentina, o Chile, o Uruguai, a África do Sul e o Brasil. Nesse contexto, foram realizados treinamentos das equipes operacionais, testes de controle químico e biológico e estudos para a introdução de inimigos naturais, visando reduzir os riscos potenciais envolvidos.
Merece destaque, em particular, o trabalho de otimização do controle do besouro amarelo em áreas de condução de rebrota e a revisão das recomendações de controle de formigas cortadeiras. No primeiro caso, foram estabelecidos critérios para tomada de decisão, priorizando o controle da praga em pontos críticos, em vez de na área total, e, no segundo, a redução da dosagem de isca formicida. Essas melhorias visam reduzir o custo de controle dessas pragas e do consumo de isca formicida.
Em 2009, uma nova estratégia foi implementada para aumentar o nível de resistência do eucalipto às principais pragas e doenças. Para o Eucalyptus globulus, foi dada continuidade aos estudos visando desenvolver um protocolo de avaliação para uma das principais doenças desta espécie, a mancha foliar causada pela Teratosphaeria. Para o manejo de pragas, dois novos protocolos de avaliação foram desenvolvidos. Com essa estratégia, aumenta-se a probabilidade de sucesso do programa de melhoramento genético, considerando a seleção de clones resistentes a pragas e doenças. Além disso, minimizam-se perdas e mantém-se o baixo custo de controle e o reduzido uso de agrotóxicos.
No manejo de plantas daninhas, estudos foram conduzidos para avaliar novos produtos herbicidas, bem como o desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo o uso de herbicida pré-emergente em formulação inteligente, que libera gradualmente o produto, aumentando o tempo de controle e reduzindo os custos operacionais. No caso de incêndios, foram estudadas novas tecnologias de monitoramento e de controle, incluindo o uso de imagens de satélite e o desenvolvimento de um novo sistema para o combate inicial dos incêndios florestais.
Ainda em 2009, sob a liderança da Fibria, em uma parceria com empresas do setor florestal e o Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais (Ipef/Esalq – USP), foi elaborado um plano de pesquisa considerando os principais desafios da proteção florestal no Brasil para os próximos dez anos. O plano foi amplamente discutido pelo setor, considerando direcionadores técnicos, econômicos, sociais e ambientais.
