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São Paulo, 26 de fevereiro de 2010 – A Fibria, empresa formada a partir da união da VCP - Votorantim Celulose e Papel S.A. e da Aracruz Celulose S.A., encerrou o ano de 2009 com recorde de vendas de 5,248 milhões de toneladas de celulose, volume 27% superior ao comercializado no ano anterior. O aumento ocorreu em função, principalmente, da maior disponibilidade de produto resultante da operação da nova fábrica de Três Lagoas (MS). A empresa teve lucro líquido de R$ 558 milhões no ano, revertendo o resultado negativo de R$ 1,3 bilhão registrado no exercício anterior. Para permitir a comparação entre 2008 e 2009, os resultados consolidados da Fibria são considerados na base pró-forma em 2008, mesma base de apresentação das demonstrações consolidadas da empresa em 2009.
Produção e Vendas – O ano de 2009 foi marcado pela recuperação da atividade econômica e retomada da liquidez nos mercados financeiros globais, o que permitiu uma evolução gradual na demanda do setor de celulose de mercado. Foram produzidas 5,188 milhões de toneladas de celulose e 369 mil toneladas de papel. Destaca-se o início das operações industriais da Unidade Três Lagoas (MS), em março, antecipando em cerca de um mês o cronograma. Com capacidade de 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano, a fábrica é a maior no mundo com produção em linha única. Na unidade Piracicaba (SP) teve início a produção do papel Termobank, de uso bancário, com tecnologia que mantém a qualidade da impressão por mais tempo que os papeis similares existentes no mercado.
O volume de vendas de celulose da Fibria atingiu 5,248 milhões de toneladas, 27% superior ao volume comercializado no ano anterior, devido principalmente à maior disponibilidade de produto resultante da operação da nova fábrica de Três Lagoas (MS). As exportações representaram 90% das vendas totais de celulose, sendo o mercado asiático o que absorveu maior volume — 1,9 milhão de toneladas, ou 36% do total vendido.
A receita operacional líquida da Fibria totalizou R$ 6 bilhões em 2009, 1% superior à registrada em 2008, devido principalmente ao aumento de 27% no volume de vendas de celulose, decorrente da produção adicional da Unidade Três Lagoas, já que o preço médio líquido em reais apresentou queda de 20% no período.
O custo dos produtos vendidos totalizou R$ 5 bilhões, aumento de 16% em relação a 2008, impactado principalmente pelo maior volume de vendas de celulose (acréscimo de R$ 460 milhões) e maiores custos logísticos (R$ 98 milhões), ambos devido a nova capacidade de produção da unidade Três Lagoas. No entanto, o custo dos produtos vendidos por tonelada apresentou redução de 6%, devido ao menor custo caixa de produção e decorrente de benefícios provenientes dos ganhos de eficiência operacional e do plano de redução de custos implementado a partir do terceiro trimestre de 2008.
As despesas operacionais apresentaram queda de 14% na comparação com 2008. Este resultado explica-se principalmente pela queda de 74% em outras despesas operacionais, em função, sobretudo, a uma menor amortização do ágio. Essa queda mais do que compensou o aumento observado nas despesas com vendas e administrativas, de 25% e 14%, respectivamente, devido principalmente à entrada da operação da Unidade Três Lagoas e a despesas com a reestruturação societária.
Como resultado, o EBITDA ajustado foi de R$ 1,7 bilhão, com uma margem de 28%. O EBITDA do período foi 23% inferior aos R$ 2,196 bilhões registrados em 2008 (margem de 37%), como resultado do menor preço médio de celulose (-20%) verificado em 2009.
Gestão do endividamento – A Fibria obteve importante progresso na sua estratégia de gestão dos passivos financeiros no quarto trimestre de 2009 harmonizando os vencimentos dos empréstimos à geração de caixa e melhorando sua estrutura de capital. A empresa dará continuidade à gestão do endividamento de forma a retomar o grau de investimento e executar sua estratégia de crescimento em condições favoráveis de mercado.
A venda da Unidade Guaíba foi a primeira etapa de implementação do plano. O valor da venda contratado, de US$ 1,4 bilhão sofreu ajustes na ordem de US$ 48 milhões relativo à US$ 20 milhões em ativos arrendados (não tendo efeito no caixa) e US$ 28 milhões relativo a valores retidos para fins de ajuste de inventário físico florestal, ainda a serem confirmados. Desta forma, o montante registrado na venda de R$ 2,416 bilhões gerou um ganho de capital de R$ 33,4 milhões, contabilizado na linha de outras receitas (despesas) operacionais.
Em linha com essa estratégia, a empresa realizou em outubro de 2009 uma captação no exterior através da emissão de títulos no valor de US$ 1 bilhão com vencimento final em 10 anos e cupom semestral de 9,25% ao ano, e em dezembro de 2009 completou a captação de mais US$ 1,175 bilhão através de linhas de pré-pagamento de exportação em duas séries de US$ 750 milhões com prazo de 5 anos e carência de 3 anos e US$ 425 milhões com prazo de 7 anos e carência de 5 anos, ambas indexadas à Libor de 3 meses, acrescidos respectivamente de 4,00% ao ano e 4,25% ao ano.
O montante total de US$ 3,6 bilhões, captado com o plano, foi utilizado para a liquidação antecipada de US$ 2,1 bilhões da dívida com derivativos e para fazer face aos vencimentos de 2010 e 2011. Ao mesmo tempo, a empresa concluiu negociação para alinhar os termos contratuais do montante em aberto da dívida oriunda de operações com derivativos aos demais contratos existentes. Como resultado, eliminou-se uma série de condições restritivas, até então existentes no contrato da dívida dos derivativos.
Mercado de Capitais – Em 18 de novembro de 2009 as ações da Fibria começaram a ser negociadas no pregão da Bovespa sob o código FIBR3, sendo listadas também na Bolsa de Nova York (NYSE: FBR), o que permite maior liquidez e a ampliação da base de investidores. A elevada liquidez das ações posicionou a Fibria em décimo lugar no índice Bovespa (Ibovespa). O volume médio diário negociado no quarto trimestre, por exemplo, ficou em US$ 42 milhões, considerando os negócios na Bovespa e na NYSE. Durante o ano, a Fibria cumpriu todas as etapas necessárias para aderir ao Novo Mercado, nível mais alto de governança corporativa da Bovespa, entre elas a adequação do seu Estatuto Social, e a eleição de dois membros independentes para compor o Conselho de Administração.
Reconhecimentos – A Fibria foi selecionada para integrar dois importantes índices de sustentabilidade empresarial: o Dow Jones de Sustentabilidade Global 2009/2010 (DJSI World), da Bolsa de Valores de Nova York, e Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE 2009/2010), que destacam as corporações com melhores práticas nesta área. Os reconhecimentos reforçam o compromisso da Companhia com a criação de valor econômico aliado à atuação responsável na esfera socioambiental.
Veja o release completo dos resultados do quarto trimestre de 2009 em www.fibria.com.br/ri.
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