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O negócio da Fibria vai além do plantio de eucalipto e da produção de celulose. Em sua estratégia de diversificação, a companhia busca novos produtos e novas aplicações a partir da floresta plantada, que podem favorecer o próprio segmento e/ou ir além da celulose e do papel.

A Fibria acredita no potencial que a floresta tem em fornecer soluções para os problemas relacionados às mudanças climáticas e que possam contribuir para uma economia de baixo carbono. É parte da estratégia da Fibria desenvolver produtos e serviços de alto valor agregado, que saiam do conceito de commodity e possam substituir derivados fósseis como fonte de matéria-prima.

A busca pela diversificação na Fibria tem linhas de desenvolvimento bem definidas. Elas se apoiam na alavancagem de suas competências, na complementação da cadeia de valor, no estabelecimento de parcerias com provedores de tecnologias relevantes e na inovação aplicada como objetivo final, considerando também o crescimento e a rentabilidade.

Entre os caminhos escolhidos para desenvolver essa estratégia estão os investimentos em lignina e seus derivados, bio-óleo de pirólise, biocompósitos, celulose microfibrilar e nanocristalina. Para isso, a  rede de tecnologia e inovação foi ampliada para além dos centros das operações no Brasil.

Desde 2015, a Fibria Innovations (FINN) faz parte dessa estrutura que estuda as novas aplicações. A FINN é um centro de excelência que se concentra em tecnologia de ponta voltada ao desenvolvimento de estudos para a aplicação da lignina. Hoje, este produto é reutilizado no processo industrial nas fábricas para a geração de energia.

Além da FINN, a Fibria passou a fazer parte, como acionista, de empresas que se destacam pelo desenvolvimento dessas novas aplicações e também estabeleceu parcerias com universidades e empresas que atuam na mesma linha. Conheça cada uma delas.

Celluforce

Em 2016, a Fibria assinou um contrato de aliança estratégica e de participação de 8,3% na CelluForce, empresa canadense líder mundial na produção comercial de celulose nanocristalina (CNC). A nanocelulose é um material resistente, leve e transparente, obtido a partir da celulose. É excepcionalmente forte e versátil e tem múltiplas aplicações. Essa tecnologia biodegradável e renovável pode ser usada na indústria de cimento, nos segmentos de petróleo e gás e no desenvolvimento de eletrônicos, entre outras aplicações.

Com o acordo, a Fibria terá o direito de distribuição exclusiva na América do Sul da celulose nanocristalina produzida com a tecnologia da CelluForce.

Ensyn Corporation

Em Dellaware, nos Estados Unidos, a Fibria detém 12,1% do capital da Ensyn Corporation, que investe na produção de combustíveis de matriz renovável (bio-óleo) a partir da biomassa.

Por meio de um processo de pirólise, a biomassa é submetida a um tratamento termoquímico para que seja obtido um combustível líquido que pode substituir combustíveis fósseis na geração de energia ou ser correfinado com o petróleo.

O próximo passo da Fibria será construir uma unidade de operação no Brasil para o desenvolvimento e a comercialização do bio-óleo. O projeto está em fase final de estudos e validação. Caso aprovado, sua produção será prioritariamente destinada ao mercado norte-americano, já que os Estados Unidos possuem incentivos regulatórios para a utilização desse tipo de produto renovável.

Spinnova

Na Finlândia, a Fibria possui 18% do capital da Spinnova, uma empresa de base tecnológica que desenvolve tecnologias de baixo custo e ambientalmente sustentáveis para a produção de matérias-primas para a indústria têxtil, a partir de fibras de madeira. O objetivo é desenvolver produtos com alto valor agregado que vão além do conceito de commodity e se enquadrem no conceito de baixo carbono adotado pela Fibria.

O acordo de participação prevê o investimento conjunto da Fibria e da Spinnova no desenvolvimento de uma linha piloto para teste da viabilidade das tecnologias e de produção em escala pré-comercial.

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